terça-feira, 7 de agosto de 2018

Como dois animais selvagens, se atracam,
Um em busca do corpo do outro,
Sedentos por carne, desejo latente
Buscam devorar suas bocas
Mãos, pernas, peito, sexo.
Têm em si o segredo da vida.
Escondem e afloram
Borbotões de sentimentos
O cheiro, o gosto, o calor
Permanecem sempre,
Não morrem, não somem,
Não apagam.
Nascem ousados pensamentos
Florescem distintos,
Instintos,
O instinto de sobrevivência
Faz com que sejam um só.
Sabor de fruta madura, tortura,
Maçã mordida,
Pecado à vista,
Cometido tantas e tantas vezes no supor,
Sem dor, temor.
Sem opor. Realidade.
No ar flutua, perdida,
A sensação de vitória,
Missão cumprida,
Caçadora,
Sou presa
Nas tuas mãos, pouca resistência...
Surreal,
Tão real.
Lascívia, luxúria,
Gula, fome de pecado
Prazeres capitais...
Vem possuir-me,
Devora-me,
Vamos...
Como dois animais selvagens...
Selvagem.
Selva
Relva...
Névoa...
Enfim:
Gozo.

23/02/07


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Xeu te contar uma verdade inconveniente... Sabe o que é mais complicado que assumir um novo relacionamento? Lidar com todo o pacote que ve...